Covid-19: é possível uma pessoa adoecer mais de uma vez? Veja!

Samel Saúde
20 de agosto de 2020

Covid-19 pode reaparecer em pacientes curados? Saiba mais sobre o assunto neste artigo que a Samel preparou. Acompanhe.

A Covid-19 se espalhou pelo mundo com uma rapidez espantosa, levando a onda de infecções a nível de pandemia. O número de vítimas é grande e ainda preocupa as autoridades de saúde.

Embora já se conheça muitos dos efeitos da Covid-19 no organismo humano, estudos de longo prazo ainda são necessários para entender com profundidade como a doença se comporta.

A ciência busca respostas para questões que envolvem a imunidade de uma pessoa infectada, intensidade da infecção de pessoa para pessoa, entre outros fatores.  

Além disso, a busca por uma vacina eficaz contra a Covid-19 deve demorar para chegar ao mercado e ser usada com segurança. 

Em meio à pandemia do novo coronavírus, questões ainda são levantadas:

  • É possível contrair a Covid-19 mais de uma vez? 
  • Por quanto tempo o corpo, uma vez infectado, consegue produzir anticorpos contra a doença? 
  • Quanto tempo o corpo se mantém imune contra o novo coronavírus?

Continue a leitura e veja o que dizem os médicos sobre o assunto. 

A reinfecção pelo novo coronavírus é possível?

De acordo com o médico Daniel Fonseca, diretor clínico do Hospital Samel, o que pode ocorrer em alguns casos é a baixa produção de anticorpos detectáveis pelo teste IgG.  

“O que acontece muitas vezes é que o paciente continua passível de receber a doença. Porque a IgG, que é o teste que mostra a imunidade, não positiva. Os casos que relatados foram de pacientes que não soroconverteram, ou seja, não criaram os anticorpos necessários que se vê através do IgG. Então, não tem nada comprovado de que exista sim uma reinfecção”, comenta.

Possibilidade remota 

Estudos importantes da comunidade científica apontam que a possibilidade de reinfecção é remota. É o que afirma Anthony Fauci, líder da força-tarefa contra o coronavírus dos Estados Unidos e um dos maiores especialistas do mundo em doenças infecciosas. 

Numa entrevista para o programa The Daily Show, do canal de televisão americana Comedy Central, ele informou: “Se esse vírus age como qualquer outro que conhecemos, uma vez que você é infectado e se recupera, cria uma imunidade que protege de futuras infecções por esse mesmo agente”.

Estudo sobre os anticorpos

Um estudo recente da University College London chamou atenção por ter sido a primeira coorte que buscou analisar níveis de anticorpos de pacientes e profissionais de saúde infectados, por até 94 dias após o início dos sintomas.

Condução do estudo

Um total de 91 indivíduos tiveram seus níveis de anticorpos monitorizados. Dentre esses, a maioria (60%) mostrou resposta imune potente no combate ao vírus. Porém, apenas 17% mantiveram os mesmos níveis de anticorpos após 3 meses. 

Nos demais, os níveis séricos de anticorpos caíram cerca de 23 vezes, em alguns casos chegando a ser indetectáveis. 

Outro achado do estudo foi a correlação entre gravidade da doença e duração dos níveis séricos. Pacientes que tiveram sintomas mais graves produziram mais anticorpos, e estes duravam mais tempo no sangue.

Os níveis de anticorpos atingem o pico aproximadamente 35 dias após início dos sintomas, e depois começam a cair. De acordo com o resultado, os níveis de produção de anticorpos são maiores quanto mais grave tiver sido a doença. 

Em todo caso, ainda é cedo para afirmar com segurança sobre a chance de reinfecção. Para isso, é preciso um parecer oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

A imunidade de rebanho funciona?

A imunidade de rebanho é quando pelo menos 60% da população é infectada e ganha imunidade para a Covid-19. O fenômeno é conhecido por funcionar com outros tipos de doenças virais, o que em tese poderia funcionar também com o novo coronavírus. 

Vacina para Covid-19

Até o momento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA autorizou teste para quatro vacinas no Brasil. A quarta da lista, chamada Ad26.COV2.S, entrou esta semana e está sendo desenvolvida pela Janssen Pharmaceuticals, do grupo Johnson & Johnson.  

Existem outras três vacinas sendo testadas em última fase (a terceira) no Brasil:

  1. a de Oxford (inglesa);
  2. a da Sinovac (chinesa);
  3. a da BioNTech/Pfizer (alemã/americana).

Porém, os resultados conclusivos sobre a eficácia das vacinas devem demorar. 

Enquanto a comunidade médica estuda essas questões, a forma mais segura de agir no pós-pandemia é seguir as recomendações de prevenção da OMS:

  • Uso de máscaras de proteção com duas camadas;
  • Uso de álcool em gel 70%;
  • Cuidados na hora de chegar em casa, como a higienização dos objetos;
  • Preservação das pessoas do grupo de risco.

 

No blog da Samel você encontra outros conteúdos importantes sobre o assunto.  Leia também: Cápsula Vanessa: como funciona o dispositivo criado pela Samel em parceria com o Instituto Transire?

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