Nova cepa do coronavírus: o que se sabe sobre ela? A Samel explica

samelblog
9 de janeiro de 2021
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Em dezembro de 2020, uma nova cepa do coronavírus foi identificada no Reino Unido. Um estudo do European Centre for Disease Prevention and Control mostrou que ela é entre 50% e 75% mais contagiosa do que a versão que já conhecemos. 

A nova variante do Sars-CoV-2, além de se propagar rapidamente, está se transformando na forma “dominante”, o que gerou o aumento das hospitalizações em dezembro. 

Mas, afinal, o que é a nova cepa do coronavírus? Há razão para preocupação? As vacinas desenvolvidas contra o novo coronavírus servirão para proteger da nova variante do vírus? 

É o que você vai conferir neste artigo. Boa leitura!

O que é a nova cepa do coronavírus?

Os vírus, em geral, sofrem mutações naturalmente o tempo todo, e com o novo coronavírus não é diferente. A preocupação dos cientistas em relação à nova variante giram em torno de três motivos principais: 

  • Ela está substituindo rapidamente outras versões do vírus;
  • Ela possui mutações que afetam partes do vírus que são provavelmente importantes para o desenvolvimento da doença;
  • Já se verificou em laboratório que algumas dessas mutações podem aumentar a capacidade do vírus de infectar células do corpo.  

A princípio, os estudos ainda não podem determinar se ela potencializa a gravidade da doença no organismo. 

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Como a nova cepa surgiu e se espalhou?

Os cientistas acreditam que a variante surgiu em um paciente no Reino Unido ou foi importada de um país com menor capacidade de monitorar as mutações do coronavírus. 

Atualmente, ela pode ser encontrada em todo o Reino Unido, exceto na Irlanda do Norte, e está fortemente concentrada em Londres, sudeste e leste da Inglaterra. 

Nova cepa no Brasil

A nova cepa do coronavírus também foi identificada no Brasil. A confirmação foi feita no dia 31 de dezembro de 2020 pelo Ministério da Saúde. 

O comunicado confirmou que o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de São Paulo foi notificado pelo laboratório de medicina diagnóstica Dasa da suspeita de dois casos de uma nova variante no estado de São Paulo. 

O sequenciamento genético, feito dias depois, confirmou que a variante é a mesma do Reino Unido.

As vacinas protegem contra ela?

Uma questão que tem causado preocupação na comunidade médica é se as vacinas que estão sendo desenvolvidas contra o coronavírus irão surtir o mesmo efeito contra a nova cepa. Os mais otimistas acreditam que sim, pelo menos por enquanto. 

O médico-chefe da Inglaterra Chris Whitty disse, em um comunicado, que “nada indica, até o momento, que esta nova cepa cause uma taxa de mortalidade mais alta ou que afete as vacinas e os tratamentos, mas há trabalhos sendo realizados com urgência para confirmar isso”.

Mutações na proteína spike levantam perguntas porque as três principais vacinas — Pfizer, Moderna e Oxford — treinam o sistema imunológico para atacar justamente a proteína spike.

No entanto, o corpo aprende a atacar várias partes dessa proteína. É por isso que as autoridades de saúde continuam convencidas de que a vacina funcionará contra essa nova variante.

A expectativa é que a vacinação em massa aja como uma barreira de contenção para as contaminações.  

É importante manter as medidas de prevenção

Enquanto as vacinas não chegam à maioria da população, é importante continuar seguindo as medidas de prevenção, tais como:

  • Distanciamento social: sair de casa somente em caso de extrema necessidade;
  • Intensificar os hábitos de higiene, lavando as mãos e higienizando objetos e superfícies;
  • Uso de máscara, principalmente ao sair na rua ou quando estiver na presença de mais pessoas;
  • Deixar os ambientes sempre ventilados.

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