Como se tornar um doador de órgãos? Leia e tire suas dúvidas

samelblog
6 de setembro de 2021

O Brasil é o segundo maior transplantador de órgãos do mundo, estando atrás apenas dos Estados Unidos. Apesar disso, cerca de 30% das pessoas que aguardam por um transplante de coração no país morrem na fila de espera. Mas esse cenário pode melhorar se a população em geral souber como se tornar um doador de órgãos.  

Caso você queira ser um doador e ajudar a salvar vidas, atenção para o conteúdo que nós preparamos. A Samel Planos de Saúde vai mostrar as etapas de um transplante, quais órgãos podem ser doados e quais os critérios para se tornar um doador. 

Boa leitura!

O que é a doação de órgãos?

A doação de órgãos é o ato de transplantar um órgão sadio de uma pessoa, viva ou não, para outra que esteja com o seu comprometido. Geralmente, esse procedimento é feito quando nenhum tratamento conhecido se mostra capaz de reverter o quadro clínico do paciente receptor.

Uma vez transplantado, o órgão pode devolver a saúde do paciente, proporcionando a ele uma vida completamente normal. É por isso que a doação de órgãos é um procedimento muito importante para a saúde pública.

No Brasil, os mais realizados são o de rim, fígado e coração. Entretanto, outros órgãos e tecidos também podem ser transplantados, como:

  • Pulmões;
  • Pâncreas;
  • Córneas;
  • Pele;
  • Ossos;
  • Válvulas cardíacas;
  • Cartilagens, entre outros.

Cada doador pode ajudar pelo menos 13 pacientes da fila de espera, considerando os órgãos que vêm em dobro no corpo – como o rim, por exemplo. 

Se considerarmos os demais tecidos que podem ser usados em pequenos pedaços, como peles e ossos, o número de receptores pode chegar a 50. 

Para isso, é fundamental que o doador em vida manifeste a vontade de doar e converse com a sua família. Falaremos melhor sobre esse ponto a seguir. 

Como ocorre o processo de doação?

Antes, é importante saber que o indivíduo pode doar órgãos estando vivo ou com morte encefálica diagnosticada e confirmada. Vamos explicar:

Doação em vida

A doação de uma pessoa viva só pode ocorrer se não houver comprometimento de suas aptidões vitais. Ou seja, é preciso que o órgão ou tecido retirado não comprometa a saúde do doador. 

Os mais comuns, nesse caso, são: medula óssea, rim, fígado ou pulmão. Geralmente são doados entre cônjuges ou parentes de até quarto grau com compatibilidade sanguínea. 

Para o caso de não familiares, a doação só deve acontecer mediante autorização judicial. 

Confira também:

Posso fazer transplante de medula óssea?

Saiba tudo sobre o transplante de córnea

Doação após a morte

Para um transplante ser realizado, o doador precisa ser diagnosticado com morte encefálica (morte cerebral)

Geralmente ocorre depois de uma lesão cerebral grave decorrente de traumatismo craniano e falta de oxigênio para o cérebro (resultante, por exemplo, de afogamento ou parada cardíaca). Nesses casos, é cientificamente impossível retornar à vida. 

O exame que atesta a morte encefálica precisa ser repetido 12 horas depois para se confirmar o diagnóstico. A partir daí, outros exames são realizados para avaliar se os órgãos podem ser transplantados. 

Mas, para que todo esse processo de avaliação seja feito, é obrigatório que a família autorize a doação, mesmo que em vida o indivíduo já tenha manifestado a vontade de doar. 

Como funciona o sistema de captação? 

A logística que envolve um transplante de órgão é um desafio e tanto para as equipes responsáveis. O principal deles é o tempo, já que alguns órgãos não podem permanecer por longos períodos fora do corpo. 

Uma vez autorizada a doação, a equipe médica avisa a central de transplantes de cada estado. Eles ficam responsáveis por organizar e buscar receptores compatíveis da fila de espera. 

Tipo sanguíneo, tamanho, peso e idade, além de exames de detecção de doenças e infecções, são fatores importantes para a avaliação de compatibilidade. 

Órgãos maiores, como rim, coração, fígado, etc, precisam de maior agilidade no transplante. Outros, como córneas, ossos e tecidos podem ser preservados por mais tempo. 

Quais os riscos de um transplante?

Para quem doa órgãos em vida, o risco de surgirem doenças em decorrência do transplante é o mesmo de um indivíduo que não doa. Ou seja, a doação é totalmente segura, dentro de todos os protocolos médicos do pré ao pós-operatório. 

Para quem recebe um órgão, os riscos são um pouco maiores, porém dentro do que é considerado normal para uma cirurgia comum. São normais infecções no local, e mais raramente infecções oportunistas, que afetam principalmente pacientes com sistema imunológico enfraquecido. 

Em todo caso, a equipe médica realiza acompanhamento periódico dos pacientes. A maioria dos indivíduos que recebe um órgão precisa tomar medicamentos específicos para o resto da vida, para evitar a rejeição.

Uma nova vida

Após a recuperação da cirurgia, pacientes transplantados conseguem levar uma vida completamente normal. Os cuidados com a saúde são praticamente os mesmos de quem não realizou o procedimento. 

Como se tornar um doador de órgãos?

No Brasil, o indivíduo que deseja se tornar um doador de órgãos precisa manifestar o interesse para a família. É preciso conversar e deixar bem claro a vontade de contribuir doando órgãos ou tecidos. 

Não é necessário deixar nada por escrito. Porém, mesmo com a manifestação de interesse do indivíduo, a lei brasileira só permite o procedimento mediante autorização da família.

Este artigo ajudou você? Agora que você já sabe como se tornar um doador de órgãos, converse com a sua família e manifeste o seu desejo. Leia também: Como doar sangue? Saiba quais são os principais requisitos.

 

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