Mal de Parkinson tem cura? Leia e saiba mais sobre a doença

samelblog
28 de abril de 2021

O Mal de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, que afeta de 1% a 2% da população acima dos 65 anos. O sintoma mais conhecido é o movimento involuntário dos membros, geralmente das mãos, que apresentam tremores e perda de habilidades. Mas, afinal de contas, o Mal de Parkinson tem cura? 

Para responder essa e outras perguntas, a Samel Planos de Saúde preparou este artigo com informações importantes sobre a doença. Confira!

O que é o Mal de Parkinson?

Trata-se de uma doença causada pela diminuição de dopamina no cérebro, um neurotransmissor que transmite informações entre as células nervosas. Ele tem, entre outras funções, manter os movimentos voluntários no corpo.

O Mal de Parkinson surge quando os níveis de dopamina caem e a capacidade de conduzir movimentos por conta própria é perdida lentamente. Ainda não se sabe exatamente o que causa a perda do neurotransmissor. 

Durante esse processo degenerativo, surgem diversos sintomas que atrapalham o desenvolvimento das atividades diárias, como você vai conferir mais adiante. 

A doença atinge idosos acima de 65 anos, com prevalência a partir dos 70 anos. Porém, existem casos em que os primeiros sinais da doença se manifestam a partir dos 55 anos. 

Quais são os principais sintomas?

O sinal mais conhecido é o tremor das mãos. Porém, a doença também pode apresentar outros sintomas motores, tais como:

  • Lentidão motora (bradicinesia);
  • Rigidez entre as articulações do punho, cotovelo, ombro, coxa e tornozelo;
  • Tremores involuntários do lado do corpo mais afetado (esquerdo ou direito);
  • Perda de equilíbrio. 

Sintomas não motores podem incluir:

  • Diminuição do olfato;
  • Alterações intestinais;
  • Alterações do sono;
  • Distúrbios da fala;
  • Dificuldade para engolir;
  • Depressão;
  • Dores;
  • Tontura;
  • Dificuldades respiratórias e urinárias.

Informação importante: esses sintomas costumam surgir de forma discreta, que com o tempo vão se tornando mais evidentes. É fundamental que a pessoa esteja atenta aos primeiros sinais e busque apoio médico o quanto antes.  

Confira também:

5 dicas para cuidar do cérebro prevenindo o Alzheimer na terceira idade 

Transtorno do espectro autista (TEA): o que é e como identificar? 

Incidência da doença no Brasil

O Brasil ainda carece de dados consistentes sobre a incidência da doença. Números não oficiais apontam que o país possui 250 mil parkinsonianos. No entanto, é possível que esse número chegue a 600 mil, considerando casos não diagnosticados. 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da doença, principalmente no início, é um tanto desafiador. Afinal, outras doenças apresentam sintomas parecidos, como a Atrofia de Múltiplos Sistemas e a Demência com Corpos de Lewy. Por esse motivo, pode ser um pouco mais difícil chegar ao diagnóstico correto do Mal de Parkinson.

Uma das maneiras que podem ajudar a chegar ao diagnóstico é o uso de um medicamento que induz a produção de dopamina no cérebro. Caso os sintomas melhorem, é quase certeza que o paciente possui Parkinson. 

Quando há dúvidas, o especialista pode recorrer a outros métodos para fechar o diagnóstico. Nesse processo, os neurologista pode solicitar:

  • Exames de ultrassonografia transcraniana: mostra a mudança de cor na região do cérebro que produz dopamina;
  • Cintilografia cerebral (com TRODAT): aponta a quantidade de dopamina na região do cérebro que recebe o neurotransmissor;
  • Ressonância magnética do encéfalo: ajuda o especialista a detectar alterações que podem estar relacionadas ao Parkinson.

Somente após uma análise criteriosa é que o especialista poderá definir o diagnóstico. Em média, esse processo pode demorar até cinco anos. 

É possível prevenir a doença?

Embora seja possível identificar indivíduos com predisposição à doença, não há como evitar seu aparecimento. Alguns testes estão sendo realizados, mas até agora nenhuma fórmula se mostrou eficaz para prevenir a doença.

Mal de Parkinson tem cura?

Assim como não é possível evitar, não é possível curar o Mal de Parkinson. O que existem no mercado são drogas capazes de repor os neurotransmissores perdidos pela doença, melhorando os sintomas.  

O tratamento do Parkinson é multidisciplinar, por meio medicamentoso, psicoterápico e, em alguns casos, cirúrgico. Os pacientes costumam responder bem às terapias, percebendo uma melhora significativa na qualidade de vida.

O tipo de terapia (ou conjunto de terapias) deve ser adaptada à condição de cada paciente. 

Fique atento

Como dissemos antes, os primeiros sintomas do Mal de Parkinson surgem devagar e com o tempo se tornam mais fortes. 

Um sinal característico é a diminuição do tamanho da letra ao escrever no papel, que pode estar associado à perda de coordenação motora. 

Outro ponto para o qual a pessoa precisa estar atenta é a expressão facial. Não é normal que a expressão diminua com o avançar da idade. 

Perda de força e habilidades das mãos também podem ser sinais do Mal de Parkinson. Caso perceba qualquer anormalidade, procure um médico o quanto antes.

O Mal de Parkinson tem cura? Por enquanto, não. Mas, com o tratamento correto, o paciente consegue manter a sua qualidade de vida. No blog da Samel você encontra diversos conteúdos sobre saúde. Clique aqui e visite!

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