“Vacinas causam doenças”: 7 mitos sobre os imunizantes da covid-19

Samel Saúde
23 de fevereiro de 2021
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A chegada de imunizantes contra a covid-19 no Brasil representa para muitos a esperança de frear a pandemia no país. Mas não demorou para que as vacinas fossem alvo de fake news. Notícias do tipo “vacinas causam doenças” e tantas outras circulam na internet e em aplicativos de mensagem causando desconfiança e um certo receio na população.

Um dos efeitos que essa rede de desinformação pode provocar é a dificuldade dos órgãos de saúde em atingir a meta de vacinação. Isso pode ser um obstáculo para a contenção da doença, atrasando ainda mais o fim da pandemia no país. 

A Samel trouxe neste artigo 7 mitos sobre as vacinas contra a covid-19. Leia e descubra por que você não deve levar essas informações a sério. Acompanhe! 

1. Vacinas causam doenças?

Um dos mitos disseminados afirma que as vacinas da covid-19 são causadoras de doenças que podem se manifestar de médio a longo prazo. Na verdade, não existe qualquer comprovação de que as substâncias que compõem os imunizantes sejam capazes de adoecer uma pessoa. 

Pelo contrário, elas ajudam, e muito, o organismo a se proteger da infecção. Embora estimulem o sistema imunológico a produzir uma resposta semelhante à infecção natural, as vacinas não chegam a causar a doença. 

Portanto, não existe risco de infecções em decorrência das vacinas. A Samel já explicou em outro conteúdo como esses imunizantes agem no organismo, e você pode conferir clicando aqui

2. Os imunizantes da covid-19 alteram o DNA?

Mito. Esse boato surgiu porque os imunizantes da Pfizer e Moderna usam material genético para induzir a resposta imunológica. Porém, eles não são capazes de modificar o DNA humano.

O que é usado nessas vacinas é o RNA mensageiro, que transmite uma mensagem ao sistema imunológico contendo características do Sars-Cov-2 e instruções para matá-lo. 

Ao ser infectada, a pessoa vacinada já possui mecanismos de defesa, o que impede a infecção pela covid-19. É uma tecnologia nova e eficaz, que se mostra promissora para a criação de outros tipos de imunizantes. 

3. As vacinas da covid-19 possuem nanorrobôs para roubar dados biométricos?

Não. Essa é mais uma teoria conspiratória a respeito das vacinas contra a covid-19. Na verdade, tecnologias desse tipo nem sequer existem na indústria farmacêutica. 

As vacinas, assim como outros medicamentos, são testados em laboratórios. Depois disso são verificadas por comitês independentes e agências reguladoras, órgãos que não conversam entre si e não possuem conflitos de interesse. 

Ou seja, mesmo supondo que existisse uma tecnologia tão avançada como “nanorrobôs” em vacinas que roubam dados biométricos, seria impossível que não fosse descoberta por esses órgãos.  

Confira também:

O que são anticorpos e por que precisamos deles? Nós respondemos

 

4. Um microchip é instalado para controlar a pessoa por antenas 5G?

Mito. A mesma explicação do tópico anterior pode se aplicar aqui. Embora algumas tecnologias parecidas sejam usadas em animais domésticos, elas servem apenas para identificação do animal. 

Trata-se de um elemento pequeno, mas não tão pequeno que pudesse ser infiltrado em uma fórmula de vacina sem que ninguém percebesse. 

Até o momento, não existe tecnologia capaz de controlar animais, muito menos uma pessoa por meio de transmissão de dados. Notícias desse tipo não passam de fake news.

5. É verdade que as vacinas não possuem segurança comprovada?

Não. O fato das vacinas contra a covid-19 terem sido desenvolvidas em tempo recorde, cerca de um ano após a descoberta do novo coronavírus, foi suficiente para levantar suspeitas quanto à segurança delas. 

No entanto, não há motivos para desconfiar. Tanto a CoronaVac quanto a vacina de Oxford passaram por estudos e testes rigorosos que comprovaram sua eficácia. 

Ainda assim, os estudos foram minuciosamente analisados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que atestou a segurança de ambos os imunizantes. 

Outras vacinas, como a Pfizer, Covaxin e Sputnik V ainda estão na fila da aprovação. A Pfizer já solicitou autorização da ANVISA para o uso emergencial e o pedido ainda está sendo avaliado. 

Já os laboratórios representantes da Covaxin e da Sputnik V receberão a visita de técnicos da ANVISA no início de março, como parte fundamental para a autorização de uso no Brasil. 

Se a avaliação do órgão for positiva, os laboratórios poderão iniciar a fabricação das vacinas nos próximos meses, em território nacional. 

6. A vacina é mais perigosa que a própria covid-19?

Esse é mais um mito sem qualquer fundamento. Entre as explicações estariam os efeitos colaterais das vacinas, que poderiam surgir a longo prazo, informação que já refutada pela comunidade científica. 

Para entender o quanto as vacinas são importantes, basta olhar para a calamidade nos hospitais e a quantidade de vidas perdidas pela covid-19. 

As vacinas são resultado de um trabalho intenso de cientistas do mundo todo e são, até o momento, a única esperança de conter a pandemia.

7. Quanto mais forte a reação, mais protegida a pessoa está?

Mito. É verdade que as vacinas para a covid-19 podem causar reações no organismo, mas não são tão comuns. Quando surgem, não passam de sintomas leves, como náusea e dor de cabeça, que logo desaparecem.  

A intensidade das reações não tem qualquer relação com o nível de proteção que o imunizante produz no organismo. Portanto, não há motivos para desconfiar da eficácia das vacinas. 

É importante que o vacinado siga as recomendações de prevenção mesmo após receber a primeira dose, e retornar na data marcada para a segunda. 

Somente após tomar a dose de reforço é que o corpo começará a produzir a resposta imune necessária para garantir a proteção. 

Conclusão

Desconfie sempre que alguém disser que vacinas causam doenças ou fizerem afirmações sem qualquer embasamento científico. Afinal, todos os medicamentos e vacinas do mercado já foram aprovados por agências reguladoras e não apresentam riscos.

As vacinas usadas no combate à pandemia no Brasil são seguras e podem garantir a sua proteção. Se quiser saber como as vacinas agem no organismo, clique aqui e leia o nosso artigo sobre o tema.  

Gostou deste conteúdo? No blog da Samel você encontra outros conteúdos voltados para a saúde. Leia também: Como uma pessoa assintomática transmite o coronavírus? Entenda.

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