Variantes do coronavírus tudo o que você precisa saber sobre elas

samelblog
23 de julho de 2021

As variantes do novo coronavírus (Sars-Cov-2) continuam surgindo ao redor do mundo, assim como ocorre com outros tipos de vírus. As mutações são naturais, uma tentativa de adaptação do vírus para sobreviver nos ambientes.

O que causa preocupação, entretanto, é a prevalência de algumas cepas, que tendem a se tornar dominantes e possivelmente escapar da proteção oferecida pelas vacinas. 

Até o momento, ao menos quatro variantes estão sob monitoramento da Organização Mundial da Saúde (OMS). São elas: Alfa, Beta, Delta e Gama. 

Saiba como surgem as variantes e quais seus possíveis impactos na pandemia.

Como surgem as variantes do coronavírus?

Como dissemos no início, as mutações ocorrem naturalmente entre todos os tipos de vírus. Isso acontece dentro do organismo infectado, mais precisamente nas células. 

Uma vez que o Sars-Cov-2 entra nas células humanas, ele se multiplica fazendo várias cópias de si mesmo para gerar o ataque ao organismo. Nesse processo, podem ocorrer erros que levam a mutações no código genético do vírus. 

Quando esses erros formam grupos e se multiplicam com a mesma característica, considera-se a formação de uma nova variante.

Essas variantes surgem praticamente todos os dias, mas a diferença é que umas simplesmente param de se reproduzir (desaparecem) enquanto outras continuam se multiplicando. Assim, podem se tornar a forma dominante do vírus em uma proporção gigante. 

Atualmente, o mundo tem quatro variantes dominantes: 

  • Alfa: Identificada pela primeira vez no Reino Unido;
  • Beta: Identificada na África do Sul;
  • Delta: Identificada na índia;
  • Gama: Identificada no Brasil. 

(A ideia é seguir o alfabeto grego conforme novas cepas sejam identificadas).

Essas novas cepas têm se multiplicado muito rápido e já alcançaram praticamente todos os continentes. 

Quais riscos o surgimento de novas cepas representa?

Essas variantes deixam as autoridades de saúde em alerta. Existem estudos mostrando que elas são mais infecciosas que o Sars-Cov-2 “original”. Isso pode resultar no aumento do número de casos e, consequentemente, de internações e mortes.

Foi exatamente o que aconteceu com a variante Delta, detectada pela primeira vez na Índia. Ela se disseminou para outros países e já há casos registrados no Brasil. No Reino Unido, ela foi responsável por um aumento sucessivo do número de casos. 

Sua taxa de transmissão é 60% maior que a variante Alfa, que já tinha uma taxa de transmissão 50% maior que o Sars-Cov-2 original. Isso explica o porquê do alerta em relação às novas variantes. 

Outra preocupação gira em torno da possibilidade de reinfecção pelas novas cepas em pessoas já curadas da covid-19. 

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Resistência aos imunizantes 

Outro risco que o surgimento de novas cepas podem oferecer é resistência aos imunizantes já usados em vários países. As variantes monitoradas pela OMS (Alfa, Beta, Delta e Gama), até o presente momento, se mostraram mais infecciosas que a primeira versão do Sars-Cov-2. 

Entretanto, quando o assunto é resistência aos imunizantes, sabe-se que todas as vacinas usadas atualmente oferecem níveis satisfatórios de proteção contra elas

Estudos  

Um estudo da Public Health England mostrou que uma dose da vacina Pfizer ou da AstraZeneca fornece apenas 33% de proteção contra a variante Delta. Contra a variante Alfa, uma dose das mesmas vacinas oferece proteção de 50%. 

No entanto, esses níveis aumentaram significativamente após a segunda dose: 88% para Pfizer e 60% para a AstraZeneca. 

É importante lembrar que o nível de proteção mínimo de uma vacina exigido pela OMS é de 50%. 

Outro estudo, realizado pelo Instituto Butantan em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas da USP, mostrou que a vacina CovonaVac é bastante eficaz contra as principais variantes prevalentes no Brasil – P.1 (Gama) e P.2 (Zeta).

Existem diversos outros estudos que medem a eficácia das vacinas contra essas variantes. Em resumo, pode-se afirmar que até o momento todas apresentaram níveis de proteção satisfatórios contra as variantes predominantes.

Como lutar contra novas variantes?

Como se sabe, existe o risco de que, com o tempo, surjam novas variantes que possam escapar da proteção dos imunizantes. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta para o monitoramento constante das novas cepas existentes. 

O sequenciamento genético é parte essencial nesse processo, pois identifica a origem do vírus e alerta para possíveis mutações. 

Além disso, é importante que os países intensifiquem a vacinação de suas populações, já que as vacinas usadas atualmente impedem novas ondas de transmissão, reduzindo as chances de surgirem novas variantes. 

Esse é um desafio e tanto, já que existem muitos países com atraso na imunização. 

Na Índia, por exemplo, onde se originou a variante Delta, apenas 20% da população tomou a primeira dose e 4% está completamente imunizada, segundo atualização do dia 1º de Julho. Isso preocupa a OMS e já se fala inclusive em uma inevitável terceira onda de covid-19 no país. 

Medidas importantes

Além de continuar mantendo os cuidados recomendados pelas autoridades de saúde, como distanciamento social e uso de máscaras, é fundamental tomar vacina contra o novo coronavírus. Cientistas de todo o mundo apontam essa como a única maneira de contenção da pandemia. 

Agora que você já sabe como surgem as variantes do coronavírus e como se prevenir, não deixe de conferir uma explicação didática de como as vacinas agem no organismo de uma pessoa. Clique aqui!

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