Não se arrisque! Veja 7 possíveis consequências da automedicação

Samel Saúde
25 de fevereiro de 2021
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Você já tomou algum medicamento por conta própria? Muitas pessoas têm esse costume, mas nem sempre se dão conta das consequências da automedicação.

Ao invés de curar uma doença, as substâncias ingeridas sem prescrição médica podem agravar o quadro de saúde.

É para falar sobre isso que nós, da Samel Planos de Saúde, desenvolvemos este artigo. Leia e descubra quais os riscos de ingerir medicamentos sem orientação de um médico. 

Acompanhe! 

O que é automedicação?

Automedicação é o ato de ingerir medicamentos para aliviar sintomas, sem orientação médica no diagnóstico, prescrição ou acompanhamento profissional. É aquilo que a maioria das pessoas costuma fazer ao sentir uma dor de cabeça ou azia estomacal. 

Só que para esses casos, simples analgésicos e antiácidos são suficientes e na maioria das vezes não precisam de receita, já que não oferecem riscos consideráveis à saúde.  

O perigo mesmo está na ingestão indiscriminada de medicamentos fortes, como é o caso dos corticóides e antibióticos, por exemplo. A maioria das fórmulas usadas nos fármacos, em geral, podem ser altamente prejudiciais ao organismo quando ingeridos por conta própria. 

Automedicação na pandemia

A automedicação é um problema recorrente na pandemia. Muitas pessoas, com medo de serem infectadas pelo coronavírus, recorrem ao uso irregular de medicamentos que supostamente inibem a ação do vírus no organismo. 

No entanto, estudos já mostraram que não existem drogas capazes de impedir a infecção pela covid-19. As consequências de ingerir esses produtos sem orientação médica você vai conferir a seguir.

Não deixe de conferir:

O que são anticorpos e por que precisamos deles? Nós respondemos

Como doar sangue? Saiba quais são os principais requisitos 

7 possíveis consequências da automedicação

Os principais perigos da ingestão de medicamentos sem orientação médicas são:

1. Intoxicação medicamentosa 

Os medicamentos nada mais são do que soluções químicas, que combinam substâncias dos mais variados tipos. Quando ingeridos sem orientação podem causar intoxicação medicamentosa, uma espécie de envenenamento.

Entre os sintomas comuns de intoxicação por medicamento estão:

  • Batimentos cardíacos acelerados ou lentificados;
  • Aumento ou queda da pressão arterial;
  • Aumento ou diminuição das pupilas;
  • Sudorese intensa;
  • Vermelhidão ou ferimentos na pele;
  • Alterações visuais, como borramento, turvação ou escurecimento;
  • Falta de ar;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Dor abdominal;
  • Sonolência;
  • Alucinação e delírio;
  • Retenção ou incontinência urinária e fecal;
  • Lentificação e dificuldade para realizar movimentos.

Os sintomas podem se manifestar de forma combinada ou isolados. Em todo caso, a pessoa deve ser encaminhada para uma unidade de saúde o mais rápido possível.

2. Interação medicamentosa

A interação medicamentosa pode surgir quando o indivíduo ingere mais de um medicamento. Nesse caso, um pode anular ou potencializar os efeitos do outro, podendo gerar intoxicação. 

Mas, em casos específicos, como de pessoas hipertensas e diabéticas, que geralmente tomam mais de um medicamento por dia, não há perigo, desde que seguidas as orientações médicas.  

3. Dependência de substâncias

Algumas substâncias, quando ingeridas em doses incorretas ou por tempo além do indicado, ou ainda sem acompanhamento profissional, podem causar dependência, tanto psicológica quanto física.

Uma das consequências é a abstinência, acompanhado de sintomas como: 

  • Oscilação de humor:
  • Estresse;
  • Ansiedade;
  • Perda de concentração;
  • Perda de apetite;
  • Insônia, entre outros. 

Em casos mais severos, somente um acompanhamento profissional pode ajudar na recuperação do paciente.

4. Reação alérgica 

Algumas pessoas possuem hipersensibilidade a substâncias presentes em alguns medicamentos. Quando ingerem a droga sem orientação médica, podem sofrer reações inesperadas.  

Os tipos de alergia variam bastante, mas os sintomas mais comuns são:

  • Urticária (coceiras pelo corpo);
  • Erupções na pele (com ou sem formação de bolhas);
  • Eritema fixo (feridas), entre outros.  

Em casos mais graves, o indivíduo pode apresentar anafilaxia, que tem como fator preponderante a obstrução do canal respiratório, com o inchaço da língua e  dos tecidos da garganta. 

Entre os sintomas secundários da anafilaxia estão a dificuldade de respirar, dores no peito, arritmia, falta de ar, rouquidão e convulsões. Se a pessoa não for socorrida a tempo, pode chegar ao óbito.  

5. Alívios dos sintomas que mascara o diagnóstico

Muitas vezes, um medicamento tomado por conta própria pode aliviar um sintoma, mas esconder a real causa dele. Assim, torna-se mais difícil detectar a origem do problema e consequentemente a definição do tratamento. 

6. Resistência ao medicamento

Entre as piores consequências da automedicação está a resistência ao medicamento. Isso quer dizer que se uma pessoa toma um antibiótico de forma inadequada, o microorganismo causador da doença se torna resistente.  

Ou seja, o tratamento contra a doença se torna ineficaz, com redução drástica das chances de cura. Caso o indivíduo vença a doença e futuramente seja infectado novamente pelo microrganismo, os medicamentos conhecidos não produzirão efeito.   

7. Distúrbios hormonais

Isso pode acontecer caso o indivíduo continue um tratamento por conta própria. Exemplo:

Vamos supor que alguém vá ao médico se queixando de vermelhidão e coceira em uma parte do corpo. O especialista prescreve um medicamento à base de corticóide por uma semana. 

Após esse período, os sintomas retornam e a pessoa volta a tomar o mesmo medicamento por conta própria. É aí que está o problema.

Medicamentos à base de corticóide, se administrados por muito tempo e sem acompanhamento médico, podem provocar distúrbios hormonais, ganho de peso e outros problemas mais graves.É por isso que nenhum medicamento deve ser tomado sem orientação de um especialista. As consequências da automedicação podem ser muito graves e por vezes irreversíveis. Leia também outro destaque do nosso blog: Como as vacinas agem no organismo de uma pessoa?

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